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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Bachna Ae Haseeno (2008)

CUIDADO, GAROTAS! O RANBIR CHEGOU!

Kapoor in da house!
C: Aviso: muito da história do filme será contado, pessoal. 

I: O filme conta a história de Raj Sharma (Ranbirzinho queridinho Kapoor), um rapaz cujos impulsos amorosos conduzem a vida, vivendo inconsequentemente nesse sentido, sem se preocupar com os sentimentos das parceiras. Nele, Raj vive três romances em três épocas diferentes: Mahi, em 1996; Radhika, em 2002; e Gayatri, em 2007.

Arrasando com as meninas.


Acho interessante ver como o filme trata o primeiro romance como aquela coisa preciosa, com musiquinhas, estrelas e fofuras. A Mahi é uma DDLJmaníaca e seu maior sonho é encontrar seu Raj. E quem aparece? Ele mesmo, Raj. Acontecem coisas bem filmescas (encontros em estações de trem, "te levo pra casa a salvo" básico, etc.). Ele descobre que ela é prometida a outro, mas os dois prosseguem mesmo assim. How romantic. Até que eles chegam ao aeroporto, onde ela reencontrou a família e deveria seguir seu caminho com promessas de amor eterno, e... Mahi entreouve (bem naquele estilo "estou parada te olhando como uma idiota, e você continua falando asneiras, oh!") uma conversa na qual Raj conta a seus amigos bobões o quão hot ela era, como ele se aproveitou... Bem, amor acabado, fim dessa história. 

Já no segundo romance... Radhika (Bipasha Basu ou Jessica Alba - juro que achei parecida, ok?) surge na vida de um Raj mais bem-sucedido em sua carreira na forma de vizinha gata. E é claro que nosso pegador das arábias não deixaria de notá-la. Romance vai, romance vem, os dois começam a dividir apartamento, o que na mente de Ranbir é algo de caráter meramente temporário, afinal ela é uma moça "adiantada"... Então ele é promovido para um cargo que o levaria a Sidney e conta a ela, esperando um término amigável... só que ela entende como sinal de que devem se casar. E começam os preparativos da parte de Radhika e tentativas de esquivar de Raj. No dia do casamento, a moça é deixada para trás enquanto Sharma voa para Sidney com o melhor amigo bobão, Sachin.

Nenhuma foto dela no táxi ficou boa...
Anos depois, na Austrália, ele conhece Gayatri após levar um fora em seu táxi (sim, ela é taxista) e aos poucos vai sendo cativado por seu jeito espontâneo, feliz e independente, bem Deepika. Sim, você leu certo: cativado. Nosso Raj estaria se apaixonando pela primeira vez. E musiquinhas num cenário igual ao de "O Girl You're Mine" (Housefull), romance e mais romance. Uma vez apaixonado, Raj quer se casar. Arma todo um cenário (velas demais) e a pede em casamento. Contudo, é recusado: Gayatri já havia lhe dito que não gostaria de se casar. Nunca. Seu mundo desmorona exatamente como os de suas ex-namoradas, e ele consegue nitidamente se lembrar (momento flashback) do que as fez passar.

Com isso ainda nem chegamos na Intermission (ou, no português casual, pausa pro banheiro)... E a partir daí vemos Raj voltando ao passado e reencontrando suas ex na tentativa de conseguir o perdão, para poder enfim seguir em paz. Com direito a cenas interessantes e a aparição de Kunal Kapoor punjabi. 

Uma coisa da qual não gosto muito em filmes indianos assim é a forma como os mocinhos sempre são capazes de fazer tudo, como tirar um conversível do bolso e dirigir até o lugar mais lindo do mundo, no qual encontrará uma iluminação digna de festa de casamento e um banquete cinco estrelas. Em Bachna, ele só arranja uma orquestra no meio de uma praça na Suíça para cantar uma música indiana. Só. Aposto que se eu for para um mercado na Espanha eles vão tocar Character Dheela pra mim. 

C: Comigo é o oposto: o impossível tornando-se possível em segundos é uma das coisas de que mais gosto nos filmes indianos. Muito disso vem do fato de eu afastar muito os filmes da minha vida, o que é facilitado por cenas com conversíveis tirados do bolso. Filmes assim deixam muito clara para mim a fronteira entre Bollywood e o mundo real, o que é saudável no modo como encaro a vida. E não vou contar como é este modo, há.

Encher uma praça australiana com velas: uma onda.
I: De uns tempos para cá eu venho gostando mais do Ranbir Kapoor. Não só por ele ser um Kapoor (cof), mas por um certo frescor (sobre o qual a Carol já falou em postagens anteriores) em sua atuação. E, nesse filme, esse frescor é tanto bem-vindo quanto não é. Existem cenas em que se encaixa perfeitamente, outras não. Por exemplo, quando Raj se conscientiza dos erros e começa a se arrepender, acontecem daquelas cenas de emoção: olhos perdidos, expressão vazia, discurso tocante e sábio, música triste ao fundo e close em seu rosto. Olha, sou só eu ou essas cenas são mesmo irritantes? Céus, incluam mais naturalidade nisso!

Não chore, Raj, estamos aqui.

C: Bachna foi apenas o segundo filme do Ranbir (que bebê!), então dá para entender que ele não estivesse aquilo tudo o que podemos esperar de um filme tão grande (produtora famosa, gravações em quatro países). Este assunto é um pouco difícil para mim porque sou muito tolerante com o crescimento profissional do Ranbir, especialmente em relação a este filme. Tem muita coisa com a qual não concordo ali, mas tenho paciência para os draminhas da Yash Raj. Como a Isa citou, o Raj entrou numa onda de discursos emocionados quando sofreu tanto quanto as mulheres que magoou no passado. Calma aí, tem certeza de que o sofrimento foi o mesmo? Está aí a coisa que mais me incomoda neste filme: a Gayatri sempre foi sincera com o Raj a respeito do desejo de ser independente e de não querer casamento, o que não a impediu de namorá-lo e ser feliz com ele. Sendo assim, por que ele a pediu em casamento? Considerou o discurso dela como algo vazio, talvez pensando que no fundo é o que toda garota quer? (Carol indignada – nível 1). A diferença entre o sofrimento dele e o da Mahi e Radhika é que elas realmente foram enganadas, então tinham todos os motivos para não mais acreditarem no amor – especialmente a Mahi, que era muito novinha quando tudo aconteceu. Já ele ainda tinha ali alguém que gostava dele, mas com objetivos de vida diferentes (e repito: estavam claros desde o início!). 

Por tudo isto e mais um pouco que as tais cenas dos “olhos vazios” me irritam mais pelo contexto em si do que pelo clichê que são: na minha concepção, o Raj estava refletindo tudo errado (existe isto?). Aquela carinha de nada era coisa do Ranbs, mesmo. 

I: Pela primeira vez, incrivelmente, gostei da Bipasha. Apesar de ter sido só na primeira parte, quando ela é uma mocinha apaixonada, devota e fofa. Há uma beleza singela e sensual na forma como ela age, diferente (ou quase) da "sou gostosa" que ela costuma ser. Já a Deepika é minha queridinha, me deixa feliz vê-la nos filmes com aquela personalidade forte e ao mesmo tempo fofa, de uma vitalidade bonita. Não que a forma de atuar tenha tido muitas novidades, mas é desse jeito tipicamente Deepika que eu gosto.



C: Na fase de ainda não saber que o Raj é canalha, minha favorita é a Mahi. Ela me faz pensar em menininhas que ficam trancadas no quarto vendo A Nova Cinderela e sonhando com um garoto sensível como o personagem do Chad Michael Murray, que escrevia coisas como “Vivo num mundo em que as pessoas fingem ser o que não são” (sim, sou velha e ando lembrando deste filme sem motivo aparente). Dá vontade de sacudir e dizer “Minha filha, DDLJ é só um filme! E o Raj dele nem é grande coisa!”. Na fase em que o Raj a procura para pedir perdão, gostei de ela ter ficado cética em relação à vida e ao amor. Isso tem cara de acontecer com quem sofre uma desilusão muito intensa quando muito jovem, e a Mahi não me parecia muito resistente.


Também gosto de ver a Suíça e daquela cara de bobinha da Minissha Lamba, por quem sinto uma forte afeição por causa deste filme. A mesma coisa que a Isa disse sobre a atuação da Deepika: nada demais, mas a gente se apega. Quero dizer, a Isa se apega. A Deepika estava com cara de nada no filme (combinando com o Ranbir, hein?) e achei engraçado como ela trabalhava em todos os empregos do mundo e estudava só na maquiagem e no saltinho, sem nem sombra de olheiras. Mas tudo bem, isto não me incomodou tanto. A Bárbara já me ensinou há muito tempo a valiosa lição da suspensão da descrença.

A henna escorrendo :(
Na fase do Raj arrependido, minha favorita é, sem sombra ne-nhu-ma de dúvidas, a Radhika. Ao contrário da Isa, pouco me importei com ela na primeira fase. Não é certo nos vingarmos das pessoas com tanta intensidade (ela fez o Raj de escravo quando ele perguntou o que poderia fazer para conseguir seu perdão), mas quem disse que é fácil não fazer isto? O homem a abandonou no dia do seu casamento. Vestida de noiva. Chorando na chuva. Sem deixar um bilhetinho de adeus. Já posso dar uma surra?

Você é diva, Radhika!
O que gosto nela não é nem tanto o que faz com o Raj, mas a atuação da Bipasha ao gritar tudo o que ele a fez sentir. Ela poderia ser jogada no lixo porque era uma garota moderna que morava com o namorado? Seria ela menos que qualquer outra mulher, menos que uma mocinha submissa de sári? Achei incrível que mesmo com todo o dinheiro e fama que conseguiu posteriormente, ela nunca tivesse perdido o sentimento de que havia sido abandonada porque valia pouco. Faz com que eu reflita sobre o quão profundas podem ser as marcas deixadas nas outras pessoas pelas minhas ações. Hum... entendi agora! O Raj também percebeu isto. Pensando melhor, o filme tem a característica muito legal de mostrar um herói confessando que errou e pedindo perdão à mulheres. É, o mundo ainda não está perdido.

Minha personagem favorita dela.
A trilha sonora é da dupla Vishal-Shekhar, sendo o quatro trabalho dela que comentamos aqui. Não há nada muito original, mas considero-a uma das melhores trilhas dentre as que tem um estilo mais jovem e moderno. Começando pela música-título do filme, Bachna Ae Haseeno. É uma releitura de uma música de mesmo nome do filme Hum Kisise Kum Naheen (1977), estrelado pelo amor da minha vida e pai do Ranbir, Rishi Kapoor. Espiem aqui o trabalho do Rishi ji. A versão atual mesclou a voz do Kishore Kumar (um dos meus favoritos) com a do Vishal Dadlani e o resultado ficou bem legal. É engraçado ver o Ranbir em clima de sedução com as três heroínas, porque pelo menos para mim ele não estava lá muito sedutor.

E dá-lhe Kunal Kapoor de turbante!
Jogi Mahi é o musical mais tradicional e mais bonito do filme, e nele é mostrado o Raj reconciliando Mahi com seu marido, Jogi (Kunal Kapoor). É um musical repleto de cores, do tipo que faz a pessoa se apaixonar por Bollywood.


Small Town Girl é um dos musicais que mais gosto do Ranbir no mundo todo (animei)! Além de estar dançando em praça pública, a dancinha dele é tão divertida... se tem uma coisa que gosto de ver, é gente que parece estar se divertindo ao dançar. Minha noção de "bom dançarino" é totalmente não técnica, tanto que gosto muito mais de ver o Ranbir e o Shahrukh Khan dançando do que o Hrithik Roshan, por exemplo. Também gosto de Aahista Aahista porque a Minissha é adorável e a Suíça, mais ainda.

Dançar numa praça italiana: outra onda.
Khuda Jaane é muito famosa e as pessoas acham linda, mas rio muito com o Ranbir fazendo movimentos clássicos de clipes românticos e não consigo levá-la a sério.

Acho engraçado. Sóri ae, sociedade.
É por me apresentar tanto conteúdo para reflexão que adoro este filme. A atuação do Ranbir poderia ter sido um pouco melhor e a da Deepika também, mas não foi nada ruim a ponto de me querer fazer desistir do filme. No resultado final, foi uma moral muito estranha embrulhada em um papel bonito. É bem a cara do diretor Siddharth Anand. Como filmes hiper coloridos são meu fraco (não terminei falando bem da bomba Tees Maar Khan?), funcionou para mim.

I: Concluindo: vale a pena conferir Bachna Ae Haseeno, mas sem esperar muita coisa, porque é aí que ele o surpreenderá. E bom Ranbisshapika¹ para vocês!  

(¹ - Joguinho ridículo de palavras que resultou num nome estranho até demais)

domingo, 13 de março de 2011

Ajab Prem Ki Ghazab Kahani (2009)

→ Especial Katrina Kaif - Post 2

Finalmente, é chegada a hora de falar desta doce comédia pastelão com bolhinhas de sabão! Ajab Prem Ki Ghazab Kahani é um filme de 2009 dirigido por Rajkumar Santoshi, estrelado por Ranbir Kapoor e pela nossa homenageada do momento, Katrina Kaif. Antes de tudo, gostaria de explicar o motivo da escolha deste filme. Ao listar os filmes sobre os quais eu poderia comentar no Especial Kat Kéf (apelido carinhoso), a maioria dos que me passaram pela mente não tinham papéis importantes da Katrina. Percebi isto a tempo de trocar todas as minhas escolhas (ai, ai) e pegar filmes que realmente trouxeram algo que acho que valeria a pena comentar a respeito da Kat. Ajab Prem foi um dos primeiros em que pensei, então...vamos lá!



O filme conta a história de Prem, um rapaz de bem com a vida que é presidente do “Clube Feliz” (hehe). Ele vive a vagabundear pela cidade, dando desgosto ao seu pai. Tudo muda quando conhece e se apaixona por Jenny (Katrina Kaif), uma moça órfã que vive com pais adotivos que não se importam muito com ela. A amizade dos dois cresce e Prem muda seus hábitos, passando a ser um homem respeitável para ser digno de Jenny. Ele começa a acreditar que ela esteja apaixonada por ele, mas, na verdade, ela ama Rahul (Upen Patel). Sua família quer obrigá-la a se casar com Tony (Pradeep Kharab), mas Prem, mesmo triste, decide ajudá-la a ficar com seu verdadeiro amor. O que eles não sabem é que a família de Rahul não é flor que se cheire! E lá vem muita confusão. Não vou poder contar muito porque acontecem coisas demais e não quero dar spoilers, mas pensem em tudo o que é capaz de acontecer em uma comédia pastelão e em mais um pouquinho, então...pronto, aí está a história!


A primeira coisa que eu recomendo ao assistir a APKGK é saber exatamente no que você está se metendo. Não é um romance clássico, não é uma comédia super inteligente: é só gente pulando, caindo e sorrindo. Digo isto porque caí no erro de esperar uma coisa totalmente diferente do que é o filme e não gostei de início, então segui três passos.

1) Pausar o filme.

2Destruir a ideia que eu tinha do filme. Obs: já viram os pôsteres do filme? Fui burra.

3) Construir uma nova ideia a partir do que o filme realmente era.

4) Ver se o filme era bom, a partir da tal nova ideia criada.

Depois disto, o filme começou a ficar muuuuito legal! Tinha cores, um romance fofinho e uma trilha legal já não estava muito bom? A química entre o Ranbir e a Katrina funcionou, muito porque os dois se jogaram de cabeça na doideira que é o filme (adoro quando os atores fazem isto). Uma das coisas mais bonitinhas do filme foi os dois gaguejarem quando nervosos. Já falamos sobre como papéis mais doces combinam mais com a Katrina do que os sensuais, e a Jenny foi um dos que mais gostei dela! Neste tipo de papel, não fico com a impressão de que ela está se esforçando muito para se sair bem. A leveza que ela passa acaba me contagiando!


Em um dos episódios do podcast Filmi Talkies, as duas meninas comentaram que a Katrina fica melhor em papéis que respeitam suas limitações. Não falo hindi, mas dizem que o hindi da Katrina não é tão bom. Sendo assim, ela não fica tão natural em personagens nascidas e criadas na Índia. Será este um dos motivos para eu achar que ela foi tão bem neste filme?




Ranbir estava ótimo, como quase sempre (a sombra de Saawariya me persegue). Ele estava com TANTA energia! Para quem não sabe, o pai dele é um dos atores mais queridos do cinema indiano, Rishi Kapoor. Uma coisa que sempre me impressionou nos filmes antigos do Rishi é essa mesma energia que vi no Ranbir em Ajab Prem (acham que estou exagerando sobre o Rishi? Vejam isto). Dá a impressão de que aconteceu isto:

Diretor: - Ranbs, vamos fazer uma brincadeira: você tem que fazer qualquer loucura que eu mandar.

Ranbir: - E o que eu ganho com isso?

Diretor: - Dinheiro, ué. Só pode parar quando eu pedir algo de que você não se achar capaz.

Ranbir: - Beleza.

E ele nunca parou. Pilotou jet sky, desceu uma ladeira de bicicleta e foi parar dentro d’água, fez papel de estátua (era ele, não?), lutou contra mafiosos em uma fábrica cheia de bolhinhas de sabão, viu Jesus...tanta coisa para poder contar aos netos. Ei, não se pode esquecer dele dançando! Ranbir tem um modo alegre de dançar que me faz pensar : “Ei, esse cara está se divertindo muito! Quero dançar também!”. A dança da Kat ainda estava no processo de melhora, mas pelo menos, ela dança muito melhor do que eu...o que não é muito difícil.

A trilha é meiga e divertida, tudo de que o filme precisava. É de autoria do Pritam, que raramente faz algo de que eu goste, mas ele acertou em cheio desta vez! Tenho duas favoritas, Prem Ki Naaya (cantada por Neeraj Shridhar) e Tera Hone Laga Hoon (cantada por Atif Aslam e Alisha Chinai). O clipe da primeira sempre consegue me deixar alegre e com vontade de pular, enquanto que o da segunda...bem, tenho a impressão de que é impossível não sorrir com ele. Lembram que eu falei que uma música do IHLS tinha clima de fossa adolescente? Bem, Tera Hone Laga Hoon tem clima de namoro adolescente. Tão, tão, tão fofa! Também vale a pena dar uma olhada no clipe de Tu Jaane Na(cantada por Atif Aslam), porque a música fez muito sucesso e é muito bonita. Achei uma coisa meio nada a ver no meio do filme, mas é bem legal.




Acho que Ajab Prem não funciona para todo o mundo. Eu o vejo como aquele filme que, quando acaba, me deixa pensando “Ei, estou me sentindo alegre!” (com emoticon mental e tudo). Já falamos aqui sobre uns três filmes leves que nos fazem sentir bem, e este aqui é mais um deles. A diferença é que este deixa uma vontade de dançar, pular, ser bobo, abraçar e fazer caretas. É só estar com o humor para encará-lo. Nem digo que eu tenha rido do filme, acho que só fiz isto umas três vezes. Estranho você não achar uma comédia engraçada e gostar dela mesmo assim, não? Só digo que valeu a pena!

As fotos do post de hoje foram retiradas da busca do Google.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Novatos: o que esperamos deles?

Andam surgindo muitos atores novos em Bollywood, e com "novo" não estamos nos referindo apenas às suas faixas etárias. Alguns estão trazendo modos diferentes de atuar, se afastando cada vez mais daquela canastrice teatralidade shahrukhaniana (te amo, SRK).

C: Faz um tempo que venho pensando em todos esses artistas, porque ao mesmo tempo em que gosto da novidade que alguns deles trazem, também sou apaixonada pela intensidade dos mais antigos. Vamos analisar uma parte dessa turma!

Atenção: o post a seguir será um festival de achismos.


Anushka Sharma 



C: Vi três filmes dos quatro que a Anushka lançou até agora, e está sendo difícil não amá-la. Em Rab Ne Bana Di Jodi (2008), só lembro de ter gostado normalmente dela, mais nada. O filme foi tomado pelo Shahrukh Khan, mas foi a melhor estréia que uma atriz poderia ter. O papel dela foi mais marcante em Badmaash Company (2010), mas o estouro mesmo foi em Band Baaja Baaraat (2010). Mal tinha terminado de ver o filme, eu queria dar o play de novo só para ter o prazer de rever cada cena da Anushka. Houve uma cena dela chorando que ainda está na minha cabeça...a segurança que passou foi surpreendente! Só por ela que estou em cólicas para assistir logo a Patiala House. 

Uma das coisas que mais me agrada na Anushka Sharma é o físico, pois ela parece muito natural. Ao contrário de muitas atrizes, ela parece uma garota que você encontraria na sua rua (a boa e velha "girl next door"). Alguém mais sente isso? 

Anushka ainda está com 22 aninhos, tem muita carreira pela frente. Se continuar como está, vai ser muito grande. Daqui a alguns anos terei coragem para expor as comparações que faço entre ela e a Madhuri Dixit... *Carol se desviando das pedras* 


I: Anushka e Madhuri Dixit?

Desde Rab Ne Bana Di Jodi posso dizer que ainda não vi nada de especial na querida Anushkinha da Carol. Ela só repete as atuações que já cansei de ver anteriormente em atrizes mais renomadas. Não querendo tirar seu brilho, porque ele existe em algum lugar, mas a personalidade da srta. Sharma como atriz ainda não foi formada. Pelo menos é o que sinto quando a vejo atuando... quer dizer, ela tem uma carinha de quem vive mal-humorada, mas, fora isso... Ainda tem que me surpreender.



Imran Khan 


C: Sei lá o que será feito desse menino. Ele tem uma atuação super tranquila e realista, mas às vezes esse estilo dele quase deixa os personagens sem muita graça. Ainda estou à espera de algo sensacional do Imran. No geral, gosto dele. 



Se continuar fazendo romances para ganhar o carinho do público, o Imran pode virar um ator tão importante quanto o tio Aamir Khan. Pelo menos é tão bonito quanto ele, já tive até uma época de paixão platônica pelo Imran (fase pós-Jaane Tu...Ya Jaane Na). Vai lançar Mere Brother Ki Dulhan este ano, onde faz par com a Katrina Kaif. Eles provavelmente disputarão o troféu de pessoa mais sem sal do filme, mas vai que é legal? Outro ponto contra: filme da Yash Raj Films, que anda lançando coisas horrendas (sim, estou falando com você, Pyaar Impossible!).

Conclusão: ainda estou na sua, Imran.


I: Só digo uma coisa: também estou na sua, Imran. Esperando que você me surpreenda.

Aditya Roy Kapoor



C: Amigo, você foi uma das coisas mais legais de Action Replayy (2010) e adorei o seu cabelo. Só tenha cuidado para não virar "o amigo", como aquele garoto legalzinho que sempre faz papel de amigo do Shahid Kapoor. Você tem cara de ''o amigo'' :D



I: Concordo com a Carol, ele tem  muita  cara de "o amigo". E aquele cabelo? Combinou muito com Action Replayy mesmo, recém-saído dos anos 70, só pode. Se bem que, depois de ver uma foto dele de cabelo curto... Pode manter esse corte por mais um tempo, Aditya. Senão vou acabar te confundindo com o Mionzinho no próximo filme.

Eu gosto dele, porque ele já criou uma certa personalidade até onde o vi atuando, e me faz ter vontade de sorrir ao olhá-lo, como que pensando "nossa, aquele cara é legal". Espero mais filmes com você, Adi.

C: É verdade, ele marca presença nos filmes mesmo *-*

Quem diz que não são irmãos?



Ranveer Singh e Sonakshi Sinha 



C: Huuuuum...o Ranveer mandou bem em Band Baaja Baaraat, assim como a Sonakshi em Dabangg. A questão é que seus pares foram mais importantes do que eles nos filmes que fizeram, então ainda temos de ver os próximos passos de ambos para sabermos se eles tem futuro. Os dois não são grandes belezas, mas sabemos que isso não quer dizer droga nenhuma. Dançando bem e sendo carismáticos, está tudo ok.

Olha, estão todos de olhos nesses dois. A pressão do segundo filme depois do sucesso do primeiro deve ser difícil de aguentar, não? Boa sorte para as crianças.


Ali Zafar


CAdorei Tere Bin Laden (2010), simples assim. Estou confiante em que ele terá uma boa carreira, mas não acho que será  escalado herói...sei lá, ele não tem cara de herói de filme.

I: Bem. Ele é bonito. Gato. Lindo. Concordo que atuando é um pouco sem sal, mas já tem o ingrediente favorito de Bollywood: aparência. Se unir isso a carisma e souber se manter sempre na indústria, por que não? O rapaz é uma gracinha mesmo. Só tem que deixar de lado essas comédias juvenis e sem graça.

C: NÃO FALA ASSIM COM TERE BIN LADEN!

Kalki Koechlin 


C: Olha, aposto muito. Na verdade, aposto tudo em qualquer pessoa que tenha estado em Dev.D (2009). Ela vai fazer mais um filme do Anurag Kashyap, então sabemos que será lindo, devastador e nada tradicional. Parece que também vai fazer um filme da Zoya Akhtar, uma diretora que me passa um clima meio cult. Não sei o que esperar de um filme dela com a Katrina Kaif no elenco. Parece uma piadinha, sabe? Tipo "Ah, aquele filme do Scorsese com o Rob Schneider, a Meryl Streep, o Robert De Niro e o carinha do American Pie". Simplesmente não parece fazer sentido o.o

Essa menina já foi a Chandramukhi, amigos. Depois disto, aguenta qualquer coisa!

Isa decidiu ignorar oficialmente esta pessoa.



E os nem tão novos assim...


Ranbir Kapoor 

C: A carreira do Ranbs tem apenas 4 anos, mas ele já é um daqueles superstars. Minha relação com ele mudou completamente: eu o odiava e agora o tenho quase como um protegido (Carol Corleone). O começo ruim com Saawariya me fazia jurar que ele eternamente seria um dos piores atores indianos que já vi, mas três palavrinhas causaram uma revolução: Wake Up Sid (2009). Não faço ideia de como este garoto conseguir melhorar tanto em apenas 3 anos, mas ele conseguiu a proeza de fazer um filme que odeio e um favorito. Na verdade, ele fez dois favoritos meus: não posso esquecer de Raajneeti (2010). 

O Ranbs não é um grande ator, nem de longe. O que me faz gostar dele é a ousadia que tem ao escolher seus papéis: já fez um romance básico (Bachna Ae Haseeno), um romance exagerado (Saawariya), uma comédia pastelão (Ajab Prem Ki Ghazab Kahani), dois romances urbanos (Wake Up Sid e Anjaana Anjaani), um filme meio sério (Rocket Singh) e um filme muito sério (Raajneeti). Ele conseguiu ser uma pessoa completamente diferente em cada um desses filmes, e só o fato de ter se disposto a tentar já faz com que mereça respeito. O mais legal é ver como ele está melhorando a cada filme, no ritmo dele. Papai Rishi e mamãe Neetu devem morrer de orgulho!

I: Para ser honesta, Ranbir Kapoor era um completo zero à esquerda pra mim até Raajneeti. Depois de Raajneeti, ganhou um lugar no meu coração. Um beijo para você, Ranbir, você estava lindo, gato, ótimo ator e vários elogios a mais naquele papel. E eu acho tão óbvio que ele tem futuro que não irei nem dizer isso (acabei de dizer, ha).

C: Segundo o que ouvi dizerem que o Saif Ali Khan disse (ou seja, fofoca), temos que parar de dizer que o Ranbir é o futuro...ele é o presente. Superstar. Ranbs! <3


Sonam Kapoor 



C: Ai. Ui. Fico mal em falar da Sonam, a pequena Sonam. O bebê do Anil Kapoor. Esta linda mocinha atua mal, mas tão mal que me deixa sem-graça. Uma das piores cenas que já vi num filme indiano foi ruim graças à ela. O filme é Aisha (2010), Abhay Deol (O QUE ele fazia naquele filme?) escala até a janela do quarto da Sonam para dizer que a ama. Ela responde "Really?", mas era para ser um "Really" diferente do que ela fez: era para ser uma patricinha adorável que está feliz por se descobrir amando e sendo amada, mas soou como uma Sonam Kapoor tentando desesperadamente ser uma pessoa apaixonada chamada Aisha. Ela parecia entediada, soou como um "Né?". 

Por falar em cenas de amor, elas não são o forte da bela Sonam. Lembro de sofrer vendo I Hate Luv Storys (2010) porque não conseguia saber se ela estava ou não apaixonada...então veio uma canção de amor e entendi que estava. Só que comecei a pensar no quanto ela não parecia apaixonada e sobre não haver motivo nenhum para ela amar o rapaz, ou para ele amá-la...assistir a um romance com este tipo de pensamento é muito triste. O que gostei em IHLS e em todos os outros filmes dela foi terem aproveitado a beleza da Sonam frente às câmeras, ela é lindíssima de se olhar. 


Amo as entrevistas (e o Twitter) da Sonam, porque ela é mais linda, elegante e inteligente do que eu poderia torcer para algum artista ser. Depois da decepção com Saawariya, o Ranbs conseguiu me conquistar com talento, mas essa mocinha me conquistou com a personalidade. E é graças a isto que ainda acredito que ela aprenderá a atuar. Por favor, Sonam, por favor, por favor, não acabe com Mausam (2011)! Minha nova esperança é que você fará uma atuação linda ao lado do amor da minha vida...salve a Sonam, Shahid! 



Isa resolveu ignorar esta pessoa também e...

I: Só um comentário: não gosto. Não dá. Ela é magrela, parece um morcego e escolhe uns filmes bem furrecas pra fazer. Ainda não me convenceu. Gosto mais do pai dela.

C: Olha como ela fala da pequena Sonam, gente! 

I: Ok, eu ri muito escrevendo isso. E ok, ainda tenho que analisá-la melhor para dizer se irei gostar ou não.

C: Minha maior aposta: Anushka.

I: Minha maior aposta: Aditya Roy Kapoor.

C: Espero que essa galera toda faça 2011 ser um ano tão maravilhoso de filmes em Bollywood que ninguém se lembre dos filmes horríveis de 2010. Agora é a hora de vocês, novatos. Roubem a cena!